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MEIO AMBIENTE Energia Eólica Novas tecnologias para geração de energia. Energia eólica é a energia gerada a partir do vento. O termo eólico deriva do latim aeolicus, relativo a Éolo, Deus dos Ventos na mitologia grega. A energia eólica é a energia cinética do deslocamento das massas de ar decorrente das diferenças de temperaturas na superfície do nosso planeta. Essas temperaturas são o resultado da incidência dos raios solares associados à rotação da terra. Por serem fenômenos que se repetem, esta é considerada uma energia renovável. Os primeiros usos Pesquisas indicam que os primeiros usos da energia dos ventos foram em barcos, tendo sido encontrados restos de uma embarcação suméria de 4000 a.C. Em 1000 a.C. os fenícios já usavam na navegação comercial navios movidos exclusivamente pelos ventos. As embarcações a vela dominaram o transporte durante séculos até o surgimento dos navios a vapor, em 807, quando foram perdendo espaço até o inicio do século XX, época em que foram praticamente abandonados em favor do vapor. Durante a crise do petróleo, na década de 70, a energia eólica voltou a ser bastante cogitada, e os avanços da aerodinâmica e da eletrônica permitiram o aparecimento de aerogeradores muito eficientes e com o custo por kW comparável ao das hidroelétricas, quando utilizado em sistemas de grande porte interligados à rede de distribuição. Com isso, desde a década de 80, tem sido cada vez mais comum a instalação de parques eólicos em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Atualmente podem ser encontrados, em nível comercial, aerogeradores com potências nominais de até 1,5MW. Os aerogeradores pequenos para sistemas autônomos de carregamento de baterias também evoluíram bastante, incorporando novas tecnologias e ampliando sua faixa de utilização, atualmente variando de 50 a 600W nominais. Os moinhos de vento
É difícil afirmar qual o momento em que apareceram os primeiros moinhos de vento, porém existem claros indícios de moinhos, no século X, utilizados para bombeamento de água. Inicialmente esses moinhos tinham seu eixo motor fixo e eram projetados de acordo com a direção do vento em cada região. Porém, a variação tanto de intensidade quanto de direção dos ventos na Europa exigiu a criação de mecanismos para alterar a direção dos eixos das pás, permitindo assim seu giro de acordo com os ventos que soprassem no local de instalação. Nesses moinhos, a energia eólica era transformada em energia mecânica usada para moer grãos (fabricação de farinhas), bombear água ou drenar canais, como nos países baixos. A conversão da energia eólica para geração de energia elétrica
Hoje se utiliza a energia eólica para mover dispositivos chamados de aerogeradores, que são grandes turbinas colocadas em lugares com muito vento e que aproveitam sua energia e a convertem em energia elétrica. Os aerogeradores precisam ser agrupados em parques eólicos, de forma que a produção de energia se torne um processo rentável. Porém, podem ser utilizados isoladamente, para alimentação de localidades distantes da rede de transmissão. A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes de energia disponíveis, por ser renovável, não poluidora e ajudar a reduzir o efeito estufa. No entanto, nem tudo é positivo, e o uso de aerogeradores acarreta alguns problemas como:
Os aerogeradores são classificados principalmente pela posição do eixo do rotor e, dessa forma, podem ser verticais ou horizontais. Os rotores diferem em seu custo relativo de produção, eficiência, e na velocidade do vento em que têm sua maior eficiência.
![]() Apesar de ser uma fonte relativamente barata, a energia eólica apresenta algumas características que dificultam seu uso como fonte regular de energia: além de sua ocorrência ser irregular para pequenos períodos, a quantidade de energia diária disponível pode variar em muitas vezes, de uma estação do ano para outra, em um mesmo local. O fato de a potência disponível variar com a velocidade do vento dificulta o dimensionamento e a escolha do local para instalação, limitando seu uso a regiões de ventos fortes e relativamente constantes. Atualmente os sistemas mais comuns de fornecimento de energia utilizando sistemas eólicos são:
Em 2005, a capacidade mundial de geração de energia elétrica eólica era de 59 GW, (equivalente às necessidades básicas do Brasil), embora isso represente menos de 1% do uso mundial de energia. Em alguns países, a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da demanda. Na Dinamarca representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% em Portugal e na Espanha. globalmente, a geração de energia eólica quadruplicou entre 1999 e 2005. O custo da geração de energia eólica tem caído rapidamente nos últimos anos. Em 2005, seu custo era cerca de um quinto do que custava no final dos anos 90, e essa queda deve continuar com a ascensão da tecnologia de produção de grandes aerogeradores. A maioria das formas de geração de eletricidade requerem altíssimos investimentos de capital e baixos custos de manutenção. Isso é particularmente verdade para o caso da energia eólica, em que os custos com a construção de cada aerogerador podem alcançar milhões de reais, os custos com manutenção são baixos e o custo com combustível é zero. Nos cálculos de investimento e custo dessa forma de energia, levam-se em conta fatores como: produção anual estimada, taxas de juros, custos de construção e manutenção, localização e riscos envolvidos; assim, os cálculos do custo de produção da energia diferem muito de uma usina para outra. ![]() Apesar da grandiosidade dos modernos moinhos de vento, a tecnologia utilizada continua a mesma de 1000 anos atrás, tudo indicando que brevemente será suplantada por outras tecnologias de maior eficiência, como é o caso da turbovela. Esse tipo não oferece riscos de colisões das pás com animais silvestres e não interfere no ambiente. No entanto, a quantidade de energia produzida por esse meio é ainda uma mínima parte da que se consome pelos países desenvolvidos.
Energia eólica no Brasil
No Brasil, a energia eólica é usada na irrigação, mas quase não existem usinas eólicas produtoras de energia elétrica. No final de 2007, o país possuía uma capacidade de produção de 247 MW, dos quais 208 MW foram instalados em 2006. O Brasil é o país da América Latina com maior capacidade de produção de energia eólica. O primeiro projeto de geração no país foi desenvolvido em Pernambuco, na ilha de Fernando de Noronha, em 1992, para garantir o fornecimento de energia para a ilha, que antes só contava com um gerador movido a diesel. Este se compunha de uma turbina de 75kW, com rotor tripá de 17 metros de diâmetro, tendo o mesmo sido integrado ao sistema de fornecimento de energia, formando um sistema híbrido com o gerador diesel já existente, com uma redução de 10% no consumo de diesel, além da redução de emissão de poluentes. Quase todo o território nacional possui boas condições de vento para instalação de aerogeradores. A energia eólica brasileira teve um grande impulso com o programa do Governo Federal, o Proinfa, que possibilitou a instalação de novas usinas em diversas localidades brasileiras. Desde 2000, foram instaladas as usinas de Mucuripe (Fortaleza-CE), Prainha (CE), e os maiores parques são o Parque eólico de Osório (RS), que produz 150 MW, e o Parque eólico de Rio do Fogo (RN), que produz 49,3 MW. O Atlas Eólico do Nordeste demonstra o grande potencial que o Brasil tem a explorar, dispondo, ao longo da costa, de grandes áreas de ventos regulares e de boa velocidade. ![]() Toshinobu Tasoko Sócio-gerente da TST-aica Auditores Independentes & Consultores Associados |
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