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LOGÍSTICA
O Coração do Brasil.

Desde criança aprendemos que o centro-oeste é o celeiro do mundo. Terras férteis,planas e um clima adequado trouxeram a expansão de diversas culturas a essa região, que abastece nosso país e o mundo com milho,soja, sorgo etc. No setor sucroenergético, acontece o mesmo. A região que iniciou a produçào de açúcar no governo Getúlio Vargas na década de 50 na cidade de Santa Helena(GO) e que experimentou uma primeira onda de crescimento com o Proálcool, na década de 70, hoje abastece nosso país com o etanol.

No estado de Goiás tínhamos 12 usinas em 1999. Nessa época grupos tradicionais do setor sucroenergético do nordeste, sem possibilidade de expansão na regiào devido sobretudo à topografi a desfavorável e ao clima começaram a expandir suas atividades nos estados de Goiás, MS e no triângulo mineiro. Em Goiás, o grupo Maranhão, que tinha usina em Pernambuco e que já havia adquirido uma unidade, a Usina Goianésia, na cidade de mesmo nome, começou a planejar um novo investimento no estado, na cidade de São Simão (inaugurada em 2008), ao mesmo tempo em que desativou sua unidade original em Pernambuco.O grupo Farias, que possui unidades em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, comprou 3 unidades (brownfi elds) desativadas no fi m do Proalcool e construiu uma nova unidade (greenfi eld) na cidade de Goiatuba (2008). Outro grupo que veio para Goiás foi o grupo Japungu, da Paraíba, que adquiriu duas unidades no estado.

Em 2003, com o aparecimento dos carros fl ex e com a perpectiva de abertura de mercado para o etanol brasileiro, o Governo do estado de Goiás, que tinha uma grande política de atração de investimentos que permitiu ao estado crescer acima da média nacional em 10 anos, deu tratamento especial ao setor, desonerando a carga tributária do etanol (que passou de 26% para 15% em 2006 e hoje é20%) e majorando a da gasolina (que passou de 26% para 29% em 2006 e hoje é 26%), para estimular a abertura de unidades no estado. Além disso, buscou a viabilidade da construção de um alcoolduto a partir de Paulínia(SP) que chegasse a Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, para escoar a produção a dar competitividade às unidades goianas.

Em 2006, já tínhamos 16 unidades em funcionamento (14 milhões de t de cana) e mais de 10 em pleno processo de implantação. Essa segunda onda de crescimento aconteceu com investimentos de grupos paulistas tradicionais do setor, tais como: Grupo USJ (uma unidade em Quirinópolis e outra atualmente em implantação), Grupo São Martinho (uma unidade em Quirinópolis e outra em inicio do processo de implantaçào), COSAN (uma unidade em Jataí e dois projetos no estado), Cerradinho (uma unidade em Chapadão do Céu). Além disso algumas unidades já estabelecidas no estado fi zeram novos investimentos, destacando-se o do Grupo Vale do Verdão, que construiu duas novas unidades. Goiás também foi alvo de investimento dos novos players do setor: CNAA (uma unidade), BP (que é sócio de uma unidade com o Grupo Maeda e a LDCSEV), ETH (uma unidade e dois projetos) e Brenco (que inaugura em 2010 uma unidade e tem mais 3 projetos para o estado).

Iniciamos 2007 com 17 unidades e terminamos o ano com 19 (20 milhões de toneladas de cana - sexto produtor nacional). No fi nal de 2008, já tínhamos 28 unidades (29,5 milhões de toneladas de cana - quarto produtor nacional). Terminamos essa safra com 33 unidades em operação (40 milhões de toneladas de cana) e temos previsto o início de operação de mais duas unidades no próximo ano.

Esse crescimento fez com que fabricássemos cerca de 2,2 bilhões de litros de etanol nesta safra, alcançando a segunda posição nacional, atrás apenas de SP. Das 33 unidades, 21 produzem apenas etanol e nosso mix de produção é de 70 % da cana para etanol e 30 % para açúcar.

Esperamos um crescimento signifi cativo de nossa produção para os próximos anos, seja pela expansão das unidades existentes, pela implantação de novas unidades (temos cerca de dez unidades em implantação previstas para os próximos três anos) ou pela utilização de variedades de cana mais adequadas ao nosso estado. Nos próximos 3 anos, a produção goiana deve ser maior que toda a produção do NE e devemos estar entre os 3 primeiros produtores nacionais.

Temos perspectivas de crescimento em produtos da chamada nova fronteira do etanol: a agroenergia ou bioeletricidade (todos os novos projetos tem previsto a cogeração para viabilizá-los - a previsão é de 2000 MW de excedente a partir de 2013, mais do que o consumo do estado) e a produção de álcool para fi nalidades químicas mais nobres, ou de diesel a partir da cana-de-açúcar, conforme parceria anunciada pela Usina Boa Vista (Grupo São Martinho) e a Amyris.

Hoje cerca de metade de nossa produção é vendida em nosso estado, no DF e TO. A outra metade é vendida sobretudo no NE e em SP.

A logística é um grave problema para a competitividade não só do nosso setor, do agronegócio, mas de toda a indústria brasileira, que sofre com a qualidade de nossas rodovias e espera o crescimento da malha ferroviária (com custos mais competitivos que os atuais). Praticamente não há malha hidroviária disponível os portos estão sobrecarregados, tudo isto onerando o chamado Custo Brasil. Apesar de estarmos no coração do país, o que nos favorece na distribuição de uma série de produtos, temos um custo elevado com a logística de escoamento de nossa produção, que utiliza basicamente o modal rodoviário.

Para o NE, temos a desvantagem do “retorno”do frete, que desonera os custos de frete a partir de SP, e para SP temos a maior distância, o que favorece os produtores de SP e MG. A nossa perda de competitividade com esses custos é compensada com os incentivos fi scais de nosso estado e com o menor preço de nossas terras em comparação com SP e MG.

Nosso grande desafi o é buscar formas mais efi cientes de escoamento, e temos trabalhado nesse sentido, levando uma parte de nossos produtos para o NE por navegaçào de cabotagem (esbarramos na dificuldade de se conseguir navios e nocongestionamento de nossos portos). Passamos a utilizar a hidrovia Paraná-Tietê a partir de São Simão no rio Paranaíba para escoamento de açúcar e em breve devemos começar a escoar etanol pela mesma via.Aguardamos com ansiedade a conclusão das obras da ferrovia Norte-Sul, prevista para o fi m de 2010, e o início da construção do prolongamento dessa ferrovia para o estado de SP, passando pelo sudoeste goiano e por MG até Estrela do Oeste (SP) e, por fi m, temos acompanhado os projetos de construção de dutos, tais como o da PMCC, da UNIDUTO e da Centro-Sul.

Essas alternativas reduziriam nossos custos de transporte, além de diminuir o fl uxo de caminhões em nossas rodovias, diminuindo os gastos com manutenção das vias, reduzindo acidentes e diminuindo a emissão de gás carbônico no transporte.



COMENTÁRIOS CORAÇÃO DO BRASIL
ISTO É

Criado há 23 anos, o Grupo ISTO É atua na área de transporte, voltado para cargas líquidas. A empresa está presente em todo o território nacional, com ênfase nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A matriz está localizada em Goiânia, possuindo fi liais em Pernambuco, São Paulo e Pará.
A frota é composta de 65 veículos, sendo 1 rodotrem de 66m³, 20 bitrens de 48m³, 24 bitrens de 45m³, 10 carretas de 35m³ e 10 carretas de 30m³. São equipamentos novos com média de 4 anos de uso, sendo os bitrens do ano de 2006 e 2007, e os cavalos mecânicos do ano de 2006 e 2007. A frota conta também com 28 veículos agregados.
O Diretor-Presidente da ISTO É, Sr Antônio Batista, explica sua visão do setor de logística nas regiões que atende: “Devido ao aumento da produção do álcool nas regiões Centro-Oeste e Sudeste observado a cada ano, nós da empresa Exata E Exata Ltda estamos investindo na manutenção e aquisição de veículos para atendermos à safra de 2010, que tem a expectativa de ultrapassar a do ano passado, dessa forma possibilitando aos nossos clientes um serviço logístico com rapidez, segurança e satisfação.
A posição estratégica das regiões Centro-Oeste e Sudeste facilita o escoamento da produção do álcool principalmente para as regiões Norte e Nordeste. Devido aos incentivos do governo, a produção do álcool tem aumentado a cada ano, incrementando de forma significativa o transporte rodoviário.


MASUT

A empresa TRANSMASUT TRANSPORTES LTDA, com atividade econômica destinada ao Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, com foco especificamente em Biocombustíveis, possui mais de 200 caminhões tanque próprios, com idade média de 3 anos de uso, e 8 filiais em várias Unidades da Federação. Possui certificações como a ISO 9001, a ISO 14001 e o SASSMAQ, que visam reduzir, de forma contínua e progressiva, os riscos de acidentes nas operações de transporte e distribuição de produtos químicos. Hoje a Transmasut tem permissão da ANTT para fazer transporte de combustível no MERCOSUL. Essas permissões de acesso ao bloco econômico possibilitaram, à empresa, expor o seu nome e sua marca no mercado internacional.
Atualmente, Sulaimen Bittar, da Transmasut, diz que “do número de carretas que temos disponíveis, o percentual que fica dedicado ao mercado local e fora do Estado, envolvendo Norte e Nordeste, engloba 175 bitrens, 21 carretas e 33 Toco/Truck. Focando nos mercados de Goiás e fora do estado, atendemos 25% no Centro Oeste, 64% no Norte e Nordeste e 11% no Sudeste.”





André Rocha
Presidente da SIFAEG - Sindicato da Indústria
de Fabricação de Álcool de Goiás.


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